A família é o núcleo básico da formação, tanto da Igreja, quanto da sociedade em si. No Antigo Testamento, ao chamar Abraão para que fosse pai de uma grande nação, o Senhor o convida à uma jornada para o desconhecido, tendo como companheira de viagem, sua esposa Sara. Foi através do relaciomento entre Abrãao e Sara, que nasceu Isaque, o filho da promessa. Assim, a obra do Senhor, que um dia começou em Abrãao, continuou em seu filho, e assim, consecutivamente.

O plano de Deus é ter um a família de muitos filhos, semelhantes a Jesus. O modelo da família portanto, passa pela transformação do caráter. É a morte da velha natureza, do velho homem, nascido no pecado e na injustiça, e o nascimento do novo homem, da nova natureza feita em Cristo. Assim, a família feliz tem a base de sua vida remodelada. Não vive mais para o mundo, nem para os seus conceitos. Contudo, vive para Deus, em Cristo.

O segredo para a construção desta família está em seu próprio alicerce. O Senhor Jesus ensina que o homem, ao construir sua casa, precisa antes de mais nada, avaliar o solo, o terreno sobre o qual lançará as bases de sua moradia. Uns constróem a casa sobre a areia, contudo, outros preferem edificar sobre a rocha. Ventos e tempestades assolam ambas as construções, segundo o ensino de Jesus, contudo, a casa que foi edificada sobre a rocha resiste ao mau tempo, aos ventos e tempestades.

A beleza do evangelho é descobrir que este alicerce para a construção da casa nos é dado gratuitamente, pelas mãos do próprio Senhor Jesus. A Bíblia ensina que, se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam. Assim, o trabalho do filho de Deus, mais que se esforçar para colocar as coisas no lugar, ou tentar agradar pessoas, ou comprar coisas e cumprir tarefas na vida, o importante é aprender descansar naquilo que o Senhor já fez por nós. Desta forma, a família é edificada sobre a rocha do sacrifício de amor de Jesus por nós, que salvou, perdoou, restaurou e resgatou o ser humano para todo o sempre.

Nestes próximos 50 DIAS, aqui em nossa Igreja, estaremos orando, refletindo, aprendendo e aprofundando o nosso conhecimento sobre os conceitos bíblicos para a formação e aprofundamento da família.

Meu convite é para que você venha junto com a gente, orar, refletir, aprender a aprofundar o conhecimento de Deus, para que sua casa seja edificada no Senhor!

Vamos juntos, para a glória de Deus!

 
 
A Bíblia ensina que vários  homens  foram marcados por suas ações na vida. Atitudes, decisões, posturas e  conceitos  que trouxeram consequências e deixaram um rastro na história. Alguns  exemplos  saltam em minha mente, tais como o de Saul, que amou tanto o poder, o  povo, a  fama, a guerra, a coroa que usava, que se esqueceu de Deus. Acabou a  vida de  forma deplorável, triste e horrível. Outro exemplo negativo é o  Sacerdote Eli.  Começou bem a vida, influenciou a vida de Samuel, mostrou o  caminho para Deus.  Contudo foi omisso como pai. Tomou decisões equivocadas,  feriu a Palavra, foi  conivente com a exploração do povo. Assim como Saul,
também terminou a vida em  tristeza, angústia e dor. 

Muitas pessoas vivem a  consequência de suas próprias decisões equivocadas e prematuras. Há pessoas   emocionais, que seguem os impulsos instintivos da alma pecaminosa, e rumam a  vida em direção à dor e tragédias profundas. Compram por impulso, vendem por   impulso, se envolvem com pessoas por impulso, terminam relacionamentos por   impulso, julgam o próximo por impulso, frustram a vida por consequência do   impulso. O grande drama é que este comportamento instintivo deixa marcas   visíveis, limita a vida e entristece o coração.


Por outro lado, homens de Deus   também tem marcas visíveis em sua vida. Homens como Paulo, que um dia foi  Saulo,  antes marcado pelo ódio, pela dor e   pela  dureza de coração, agora marcado pelo encontro com Cristo.
Transformado para a  glória de Deus num homem seguro, firme na Palavra e  amplamente usado por Deus.  As marcas de Paulo não foram as do seu passado  vergonhoso. Antes foram as marcas  do sofrer de Cristo, que agora estava em sua  carne. Através da vida de Paulo,  muitos homens e mulheres, em muitos lugares e  épocas diferentes, foram e tem  sido alcançados e tocados pela verdade do  evangelho.

Neste pequeno estudo de hoje,  gostaria de separar em duas categorias, as marcas visíveis que encotramos em
  Provérbios 22: a) Marcas na vida do Tolo; b) Marcas na vida do Sábio. A pergunta  que faço é esta: Quais são os sinais visíveis, capazes de identificar  e  consequentemente transformar a vida?  Vejamos.



MARCA NA VIDA DO TOLO/  PERVERSO

a. Sofre as consequências de  seus  atos22.3: A pessoa sensata vê o  perigo  e se esconde; mas a insensata vai em frente e acaba   mal


b. No seu caminho há espinhos e  armadilhas
22.5: No caminho dos maus  existem  armadilhas e dificuldades; quem dá valor à vida se afasta deles


c. É endividado e escravo do  seu  credor
22.7: Os ricos mandam nos  pobres,  e quem toma emprestado é escravo de quem   empresta

d. Colhe  maldade
22.8: Quem semeia a maldade colhe  a desgraça e será castigado pelo seu próprio  ódio


e. Promove contendas e  brigas
22.10: Mande embora a pessoa   orgulhosa, e acabarão os desentendimentos, as discussões e os  xingamentos


f. Sua palavra é  frustrada
22.12: O SENHOR Deus está alerta  para defender a verdade e atrapalhar os planos dos   mentirosos


g. Oprime o pobre e agrada o  rico
22.16: Quem enriquece à custa dos  pobres ou dando presentes aos ricos acabará ficando  pobre



MARCAS NA VIDA DO   SÁBIO
a. Tem boa   reputação
22.1: O bom nome vale mais do  que  muita riqueza; ser estimado é melhor do que ter prata e   ouro

b. Tem   contentamento
22.2: Não existe diferença  entre o  rico e o pobre porque foi o SENHOR Deus quem fez os   dois

c. Tem  discernimento
22.3: A pessoa sensata vê o  perigo  e se esconde; mas a insensata vai em frente e acaba  mal


d. É  recompensado
22.4: Quem teme o SENHOR e é   humilde consegue riqueza, prestígio e vida  longa


e. Instrui os filhos  corretamente
22.6: Eduque a criança no  caminho  em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará  dele
22.15: É natural que as  rianças  façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem

 f. É generoso com os   necessitados
22.9: Quem é bondoso será   abençoado porque reparte a sua comida com os  pobres

g. É  sincero
22.11: Quem ama a sinceridade e  sabe falar bem terá a amizade do rei


h. Tem sua palavra  amplificada22.12: O SENHOR Deus está 
lerta  para defender a verdade e atrapalhar os planos dos
  mentirosos
 
 
Disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem (Ex. 14.15)

As maiores aventuras da minha infância se deram na estrada. Nossa família, de muitos tios, por circunstâncias diversas, se espalhou pelo Brasil. Brasíla, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Borda da Mata, Campo Grande, Ubiratã, entre outras cidades, eram destinos certos no período das férias escolares. Os ônibus lotados, de classe convencional, cheios de gente simples, eram a maior alegria do ano. Os meus olhos de criança brilhavam como nunca enquanto a estrada passava a passos largos.

Como me faz bem pensar naquelas longas viagens. Risadas, músicas, pessoas novas pela estrada, frango com farofa, e boas histórias no final das contas.  O abraço na rodoviária, o choro do reencontro, o tempo juntos, os colchões espalhados pela casa, o tumulto na hora do almoço, o violão soando hinos ao Senhor, e aquele sentimento de esperança no coração. Tudo isso fazia parte de um ritmo quase que litúrgico, de afeto, aprofundamento das relações, afirmação, aprendizado e crescimento. 

As vianges de hoje são menos interessantes. Aviões não nos deixam ver a estrada. São pontuais. Conectam cidades como se fossem pontos apenas. Rápidos, eficientes e eficazes, cumprem o papel  com excelência, mas sem sentimento, sem memória. Hoje, preferimos o conforto e a privacidade dos hotéis, não mais dos colchões na sala. Optamos pela velocidade, pela pontualidade proposta. Somos a geração mais consumista que a história ja conheceu, ávidos pelos destinos finais, pelos produtos que o mundo oferece. O que aconteceu afinal?

A história do povo de Deus é a narrativa de uma constante caminhada, de uma marcha constante, rumo ao relacionamento com Deus. Diante do Mar Vermelho, com o Egito para traz, e o grande desconhecido pela frente, o Senhor comissiona o povo a marchar. Diz ao povo para andar rumo às águas, pois elas certamente se abririam. O movimento não para, Deus nos convida a caminhar.

Esta jornada à Canaã durou quarenta anos. Não foram dias apenas, mas anos de intensa relação com Deus. O Senhor não foi pontual com o povo, antes foi relacional, pois a jornada os preparou para o futuro. Deus estava formando um povo, uma nação ecolhida pelo próprio Senhor. Estava preparando o caminho, desde o princípio, para a vinda do Filho, para a plenitude de todos os tempos. Por isso, mais importante que o destino, é a jornada, pois no caminho somos amadurecidos.

Muitas vezes somos frustrados por objetivos não alcançados, oportunidades perdidas, quebras de processos e sonhos não concretizados. Nos angustiamos com a perda, e nos debatemos diante dos limites e impossibilidades. Somos pontuais, queremos o objetivo final. Deus, por sua vez é relacional, e ama a jornada, mais que o destino, pois no caminho é que somos forjados para a vontade de Deus. Enquanto vivemos, somos aperfeiçoados, tanto nas vitórias, quanto nas derrotas. Aprendemos com o sorriso, e com o choro, na alegria e no sofrimento. Em tudo somos mais que vencedores, pois a imagem de Deus está sendo construída.

Minha esperança é que aprendamos ver a vida com o olhar das crianças, que se satisfazem com a jornada tanto quanto com o destino, que mesmo sem entender, percebem que a vida é um grande movimento constante, de alegria e aprendizado. Minha esperança é que o nosso coração compreenda que, no caminho Deus está conosco, nos mostrando as paisagens da vida, nos ensinando a ama-Lo e a amar as pessoas ao nosso redor.

Que 2011 seja assim, um movimento de Deus em nossas vidas, e que a gente desfrute de cada momento, como um presente de Deus, mais um passo no caminho para o céu.